Caros leitores do Junqueira On-line,
Recentemente tive uma conversa interessante com uma pessoa, da qual retirei algumas ideias que gostaria de partilhar com todos. Nos tempos de hoje devemos ou não actualizarmo-nos? Quero com isto dizer, o mundo tem sofrido imensas alterações a nível tecnológicas e de mentalidades. Na minha opinião, o fundamento base da vivência em sociedade do mundo ocidental tem se mantido. No entanto, a revolução tecnológica é verdadeiramente estonteante. Alguém imaginava há poucos anos que os novos avós tivessem telemóveis e facilmente estariam em contacto com o mundo? Certamente que não. Fico muito satisfeito em ver muitas pessoas dos 30 aos 50 estão a voltar à escola. É sinal que estão a aperceber-se de que a formação pessoal e profissional é a cada dia que passa mais importante e essencial para planear minimamente o futuro.
Mas isto nem tudo são rosas.
Se analisarmos o nosso pais à lupa, vemos que na maioria dos indicies económicos estamos na “cauda” da Europa. Já sabemos que as políticas nem sempre estão de acordo com o que achamos lógico ou razoável e basta olharmos para o país ao nosso lado e vemos que a mentalidade é completamente diferente. Temos políticos que apenas pretendem protagonismo partidário e não uma meta conjunta para o bem do país. Experimentem ver o canal da Assembleia da Republica sem qualquer preferência politica e vejam o resultado. É absolutamente surpreendente.
No entanto acho que o país só mudará se mudarmos a nossa mentalidade pessoal. Da mesma forma que compramos telemóveis e carros o mais recentes possível, porque não investimos na qualidade do trabalho e serviço que prestamos? Continua-se a trabalhar como há 30 anos atrás. Sacar o mais possível para enriquecer depressa. É esse o lema de muitos empresários locais e nacionais. “Prefiro ter uma má imagem na sociedade mas os bolsos cheios de dinheiro”! É este o pensamento de muitos.
Disse-me a mesma pessoa do início do artigo, que com a idade vamos perdendo a capacidade de aprender. Porquê, pergunto eu? Mas se aprendemos para umas coisas, como telemóveis, TVCabos, etc., porque não aprendemos com as tecnologias que nos permitem realizar um melhor trabalho? Ou só queremos aprender aquilo que nos interessa? A aprendizagem fácil do consumismo é exactamente o que as grandes marcas pretendem. Mas pensarmos naquilo que é verdadeiramente importante e perceber o porquê dá mais trabalho e é mais difícil, mas no final a satisfação por termos conseguido é muito maior.
Deixo aqui este alerta aos mais Jovens e menos Jovens de que todos temos capacidade de aprender e cada um de nós tem a obrigação de fazer mais um pouco por este mundo. Um dia olharemos para trás e perguntaremos: o que fiz? Resposta 1: Ajudei a construir um mundo melhor para os meus descendentes. Resposta 2: Não fiz nada, a minha vida teve não teve qualquer sentido.
Qual é a resposta que queremos dar no final das nossas vidas?
Eu sei a minha.

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Marco Lima reflecte sobre a capacidade de aprendizagem do ser humano « Junqueira On-Line // Janeiro 25, 2008 às 11:16 am
[...] Marco Lima reflecte sobre a capacidade de aprendizagem do ser humano Publicado em Sexta-feira, Janeiro 25, 2008 por Nelson Silva Depois de um período de “férias”, os colaboradores de Junqueira On-Line voltam hoje ao activo, com um texto da autoria de Marco Lima. O colunista reflecte sobre a importância de aprendermos constantemente ao longo da vida. Tem um título provocador, que exige feedback: Actualizar ou Acomodar, eis a questão! [...]