Artigos de Opinião de Marco Lima

As Praias de Portugal na Internet

Junho 9, 2008 · Deixe um comentário

Finalmente está a chegar o tão ansiado Verão.

Na minha opinião pessoal esta é a melhor estação do ano. Afinal, todos gostamos de apanhar um “solzinho” e estar à beira mar a sentir aquele cheirinho dos bronzeadores e o murmurar das crianças a brincar na areia. Que delícia!

Será que nos apercebemos, de que somos uns privilegiados, em viver nestas zonas à beira mar? Nem sempre. Tal é a azáfama da nossas vidas. Por vezes damos por nós a pensar que morarmos à uns meros 5 km do mar e passamos semanas sem o vermos. Que desperdício.

Desta forma e para todos aqueles que nem sempre têm oportunidade de ver o mar, apresento aqui alguns sítios na web que permitem ver o mar e as praias. Até mesmo para todos aqueles que estão longe de Portugal e com saudade de casa. Algumas são imagens estáticas mas outras têm câmara on-line com imagens em tempo real.

Só falta mesmo é sentirmos os sons e cheiros dessa praia. Mas quem sabe se algum dia, na quarta, quinta ou sexta geração de computadores, iremos podemos sentir estes aromas? Vamos sonhar até lá que isso vai ser possível. 

http://www.360portugal.com/Praias/index.html

http://www.viverportugal.com/index.php?pid=19

http://praia.com.pt/praias-portugal.htm

http://www.beachcam.pt/index.php

http://www.infopraias.com/

 Não quero deixar de ressaltar um aspecto muito importante: a segurança das crianças. Muitas das vezes vejo pais que simplesmente deixam os filhos brincar à vontade e sem qualquer vigilância. Os tempos de hoje são outros. Os perigos no mar mantém-se mas os perigos na areia aumentaram. Nem sempre sabemos quem está deitado ao nosso lado.

Deixo, deste modo, o apelo que todo o cuidado é pouco. Às vezes temos muito a aprender com os animais irracionais. Se observarem muitos dos animais que às vezes até temos em casa, tais como cães, gatos, pássaros, reparem atentamente que os progenitores deixam os filhos brincar à vontade mas não lhe tiram os olhos de cima e quando alguém se aproxima eles entram logo em acção. É precisamente isso que temos e somos abrigados a fazer.

Muitas vezes fico estupefacto com o relaxamento que acontece nestes momentos, depois acontecem os problemas e não sabemos como aconteceram, ficando eternamente com o peso na consciência. As nossas crianças são o futuro de amanhã. É nossa obrigação protege-las de todos os males que nos seja humanamente possível.

Um bom Verão e óptimas férias para todos.

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Que praias as nossas!

Maio 23, 2008 · 2 Comentários

Estamos quase a chegar ao Verão e, infelizmente, após a noticia da atribuição das bandeiras azuis no nosso país verificamos que os concelhos na Zona Norte (Povoa de Varzim e Vila do Conde) são dos poucos que não foram contemplados com uma única bandeira azul. Porque será?

Depois de tantos investimentos na reabilitação das zonas marítimas, especialmente com o POLIS de Vila do Conde, que segundo anunciado pela Câmara Municipal em plena marginal, até recebeu um prémio urbanístico internacional, constata-se que a verdadeira essência de uma zona balnear é simplesmente ignorada.

Que politicas ambientais estão a ser seguidas? Será que agora aprendemos os erros costumes do Algarve de há uns anos atrás, em que apenas se preocupavam com os meses de Verão e facturar o mais possível?

As obras foram concluídas mas o cheiro e as descargas ilegais continuam. De que serve anunciar a construção de uma ETAR se o saneamento não existe?

A entrega de uma bandeira azul numa praia não garante apenas a qualidade da água, mas também os equipamentos disponíveis para os veraneantes. E não só pelo período de Verão.

Para as praias são considerados 29 critérios, dos quais 23 são imperativos e abrangem quatro capítulos:

  • Qualidade da Água;
  • Informação e Educação Ambiental;
  • Gestão Ambiental e Equipamentos;
  • Segurança e Serviços.
  1. QUALIDADE DA ÁGUA
  1.  
    1. (I) Cumprimento de todas as normas e legislação, designadamente a Directiva 76/106/CEE sobre a Qualidade das Águas Balneares.
    2. (I) Ausência absoluta de descargas de águas residuais industriais ou urbanas na área da praia. Tem de ser demonstrado que a água proveniente destas descargas não afectam o ambiente.
    3. (NA) Monitorização do estado dos recifes de coral localizados na área da zona balnear.
    4. (G) A comunidade em que a praia se encontra integrada tem de estar de acordo com as normas e legislação relativa ao tratamento de águas residuais, designadamente com a Directiva relativa às Águas Residuais Urbanas (91/271/CEE).
    5. (I) Inexistência de acumulação de algas ou restos de materiais vegetais arrastados pelo mar na zona balnear, excepto quando a referida vegetação se destinar a um uso específico, se encontrar num local destinado para esse efeito e não perturbar o conforto dos utentes da zona balnear.
  1. INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
  1.  
    1. (I) Existência de informação afixada na praia e incluída no material para os turistas, sobre áreas sensíveis da costa, bem como sobre o comportamento a assumir nestas áreas sensíveis.
    2. (I) Existência de entidades que afixem informação acerca da qualidade da água.
    3. (I) Existência de entidades que afixem informação sobre a Campanha Bandeira Azul.
    4. (I) Existência de entidades que afixem o código de conduta para a zona balnear e que divulguem essa informação ao público que a requisite.
    5. (I) Realização de pelo menos 5 actividades de educação ambiental.
  1. GESTÃO AMBIENTAL E EQUIPAMENTOS
  1.  
    1. (G) Deve ser estabelecido um comité que se encarregue da gestão da zona balnear e realize auditorias frequentemente.
    2. (I) Existência de um Plano de Ordenamento da zona balnear.
    3. (I) A praia deve ser mantida limpa.
    4. (I) Existência de recipientes para lixo, seguros e em boas condições de manutenção, regularmente esvaziados.
    5. (I) Existência de infra-estruturas devidamente licenciadas para recolha e tratamento de lixo.
    6. (I) Existência de instalações sanitárias em número suficiente e em boas condições de higiene, com destino final adequado das suas águas residuais.
    7. (I) Inexistência na praia das seguintes actividades:
      • Circulação de veículos não autorizados;
      • Competições de automóveis ou de outros veículos motorizados;
      • Descarga de entulho;
      • Campismo não autorizado.
    8. (I) Interdita a permanência e circulação de animais domésticos ou outros fora das zonas autorizadas.
    9. (I) Todos os edifícios e equipamentos existentes na praia têm de se encontrar em boas condições de conservação.
    10. (G) A comunidade local deve promover a utilização de meios de transporte sustentáveis na zona da praia, tais como bicicleta, transporte público e de zonas pedonais.
  1. SEGURANÇA E SERVIÇOS
  1.  
    1. (I) Existência de nadadores-salvadores em serviço durante a época balnear com o respectivo equipamento de salvamento.
    2. (I) Existência de serviço de primeiros socorros na praia, devidamente assinalado.
    3. (I) Inexistência de conflito de usos na praia. Se existirem áreas sensíveis na zona envolvente da praia deverão ser implementadas medidas que previnam impactes negativos sobre as mesmas, resultantes da sua utilização pelos utentes ou do tráfego para a praia.
    4. (I) Existência de Planos de Emergência, locais ou regionais, relativamente a acidentes de poluição na praia.
    5. (I) Existência de acessos seguros à zona balnear.
    6. (NA) A zona balnear deve ser vigiada por pessoal qualificado.
    7. (G) Existência de uma fonte de água potável devidamente protegida.
    8. (I) Pelo menos uma das praias do Município tem de estar equipada com rampas e instalações sanitárias para deficientes motores, excepto quando a topografia do local não o permitir. Nos casos em que o Município apenas tem uma praia com Bandeira Azul, esta tem que cumprir os requisitos acima referidos.
    9. (I) Existência de um mapa indicativo das diversas instalações e equipamentos na zona balnear.

 

Ora bem, analisando os critérios acima apresentados, o que podemos concluir? Muita gente nas autarquias anda a dormir ou não? Deixo à consideração de cada um.

Uma das zonas de excelência há uns anos atrás era a zona de Mindelo. O que aconteceu? Cada vez se vê menos gente. A areia é a que se vê e a água vai pelo mesmo caminho.

Será que os senhores governantes não tem brio em ter bandeiras azuis no seu concelho e poderem afirmar que as suas zonas balneares são de excelência? Não é essa a sua função e para a qual foram eleitos? Ou apenas a gestão urbanística é que importa (pois mexe com muitos interesses)?

É no mínimo lamentável que estes dois concelhos não tenham uma única bandeira azul. Vejam o exemplo do Porto que ainda ha um ano tinha as praias interditas e neste momento já tem uma bandeira azul, fruto das infra-estruturas que foram criadas.

Deixo aqui o meu apelo para que no próximo anos não nos estejamos a queixar do mesmo. A ver vamos. 

Fontes:

http://www.abae.pt/inicio/inicio.php

http://www.abae.pt/programa/BA/zonas_balneares/galardoadas.php 

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Cividade de Bagunte – Uma oportunidade

Fevereiro 11, 2008 · 1 Comentário

Caros Leitores,

Do mesmo modo que neste espaço muitas vezes opino sobre assuntos que, na minha opinião, são do interesse da sociedade (e que muitas vezes não vão de encontro às ideologias fundamentalistas de alguns sectores da sociedade politica deste concelho), também me sinto no dever de apresentar esta noticia que li no Jornal Primeiro de Janeiro de 10 de Fevereiro de 2008, da autoria da jornalista Luísa Mateus. Foi com enorme satisfação que li que, finalmente, a Cividade de Bagunte vai ter o lugar de destaque que merece no panorama arquitectónico e de turístico do nosso país. Tenho um especial apreço por este local, embora seja na freguesia vizinha, mas que faz fronteira com a nossa Junqueira. Acho que o potencial turístico é enorme e para isso é necessário pensar bem no que se pretende para decidir o melhor para aquele espaço.

Desejo toda a felicidade para este projecto. 

 

Cividade será aberta a visitas 
 
A aquisição de uma grande parte dos terrenos da Cividade de Bagunte encontra-se em curso, estando neste momento a “decorrer a última tramitação legal para que venha a ser um facto. O objectivo da câmara é infra-estruturar o monumento de modo a poder receber visitantes. 
 
Luísa Mateus 
 
A aquisição de uma grande parte dos terrenos da Cividade de Bagunte, por exercício do direito de opção, encontra-se em curso, estando neste momento a decorrer a última tramitação legal para que venha a ser um facto num curtíssimo prazo de tempo, conforme avançou ao JANEIRO o vereador responsável pelo pelouro do Património. 
Esta aquisição permitirá que a Cividade de Bagunte, monumento nacional desde 16 de Junho de 1910, seja “infra-estruturada para receber visitantes” dando início à implementação de um projecto estratégico que, “esperamos arrancará aquelas ruínas do silêncio a que estão remetidas, transformando-as num recurso para Vila do Conde e para o País”, acrescentou Vítor Costa. 
Assim, a Cividade de Bagunte poderá vir a ser um “espaço museológico aberto e dinâmico”, assegurou. Nos últimos sete anos foi feito um trabalho intenso de limpeza mas também de consolidação das campanhas arqueológicas desenvolvidas por Gonçalo Cortez, no fim do século XIX, e mais tarde na década de 40 do século passado por Ricardo Severo. A descoberto está uma acrópole que neste momento é o ex-libris daquele espaço. A preservação daquela área tem ainda como mais-valia os vestígios de um castelo medieval. 
Nesse sentido, o responsável pelo Património explica que para a Cividade de Bagunte existe já uma proposta de projecto de investigação através de uma colaboração com a Universidade de Austin, nos Estados Unidos.  
“Para esse grande monumento (um dos maiores da Europa no seu género) já existe também um projecto de gestão e está em curso o estudo permitirá salvaguardar a envolvente próxima”, segundo Vítor Costa. 
Vila do Conde é um dos berços do projecto da Rede de Castros do Noroeste, que o mesmo classifica como uma “estrutura que agregará várias instituições municipais no projecto comum de abrir os mais importantes monumentos do género ao público, fazendo-os funcionar em rede, e de apresentar os melhores de entre eles às classificações de Património Europeu e de Património Mundial”. 
Porque a Cividade de Bagunte funciona como “plataforma de rotação natural entre os grandes povoados castrejos do Vale do Ave e os do Litoral, e porque será um dos grandes castros visitáveis mais próximos da Área Metropolitana do Porto e das suas acessibilidades, julgamos que será um excelente candidato às classificações referidas”, referiu. 
Mas evidencia que o essencial é, no entanto, que “aí se faça trabalho de excelência e que este possa ser partilhado com muitos visitantes, em condições que enalteçam o nome de Vila do Conde e do nosso País gerando ao mesmo tempo emprego e dinâmica cultural”.  
Para além do Castro de Bagunte, existem outros locais de interesse no concelho como o Castro de São Paio, em Labruge, com as ruínas de uma povoação piscatória pré-romana. 
 
———— 
 
Extensão 
Valioso património  
A Cividade de Bagunte é um dos grandes povoados da Cultura Castreja do Noroeste Peninsular. As primeiras escavações foram levadas a cabo pelo arqueólogo Ricardo Severo entre 1886 e 1888, e muito embora no princípio do Séc. XX se tenha lá trabalhado. As pedras do Castro de Bagunte fazem dele o maior Castro da Idade do Ferro e constitui um testemunho do processo de romanização ao qual todo o Norte da Península Ibérica foi sujeito. A sua plataforma central tem cerca de 325 metros por cerca 150 metros e foram encontrados núcleos de planta circular, que seriam os mais antigos, e de planta rectangular, que demonstram já influência romana. Pelo menos duas cintas de muralhas cercariam o castro implementando assim maior eficácia à sua defesa

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Actualizar ou Acomodar, eis a questão!

Janeiro 25, 2008 · 1 Comentário

Caros leitores do Junqueira On-line,

 

Recentemente tive uma conversa interessante com uma pessoa, da qual retirei algumas ideias que gostaria de partilhar com todos. Nos tempos de hoje devemos ou não actualizarmo-nos? Quero com isto dizer, o mundo tem sofrido imensas alterações a nível tecnológicas e de mentalidades. Na minha opinião, o fundamento base da vivência em sociedade do mundo ocidental tem se mantido. No entanto, a revolução tecnológica é verdadeiramente estonteante. Alguém imaginava há poucos anos que os novos avós tivessem telemóveis e facilmente estariam em contacto com o mundo? Certamente que não. Fico muito satisfeito em ver muitas pessoas dos 30 aos 50 estão a voltar à escola. É sinal que estão a aperceber-se de que a formação pessoal e profissional é a cada dia que passa mais importante e essencial para planear minimamente o futuro.

 

Mas isto nem tudo são rosas.

 

Se analisarmos o nosso pais à lupa, vemos que na maioria dos indicies económicos estamos na “cauda” da Europa. Já sabemos que as políticas nem sempre estão de acordo com o que achamos lógico ou razoável e basta olharmos para o país ao nosso lado e vemos que a mentalidade é completamente diferente. Temos políticos que apenas pretendem protagonismo partidário e não uma meta conjunta para o bem do país. Experimentem ver o canal da Assembleia da Republica sem qualquer preferência politica e vejam o resultado. É absolutamente surpreendente.

 

No entanto acho que o país só mudará se mudarmos a nossa mentalidade pessoal. Da mesma forma que compramos telemóveis e carros o mais recentes possível, porque não investimos na qualidade do trabalho e serviço que prestamos? Continua-se a trabalhar como há 30 anos atrás. Sacar o mais possível para enriquecer depressa. É esse o lema de muitos empresários locais e nacionais. “Prefiro ter uma má imagem na sociedade mas os bolsos cheios de dinheiro”! É este o pensamento de muitos.

 

Disse-me a mesma pessoa do início do artigo, que com a idade vamos perdendo a capacidade de aprender. Porquê, pergunto eu? Mas se aprendemos para umas coisas, como telemóveis, TVCabos, etc., porque não aprendemos com as tecnologias que nos permitem realizar um melhor trabalho? Ou só queremos aprender aquilo que nos interessa? A aprendizagem fácil do consumismo é exactamente o que as grandes marcas pretendem. Mas pensarmos naquilo que é verdadeiramente importante e perceber o porquê dá mais trabalho e é mais difícil, mas no final a satisfação por termos conseguido é muito maior.

 

Deixo aqui este alerta aos mais Jovens e menos Jovens de que todos temos capacidade de aprender e cada um de nós tem a obrigação de fazer mais um pouco por este mundo. Um dia olharemos para trás e perguntaremos: o que fiz? Resposta 1: Ajudei a construir um mundo melhor para os meus descendentes. Resposta 2: Não fiz nada, a minha vida teve não teve qualquer sentido.

 

Qual é a resposta que queremos dar no final das nossas vidas?

 

Eu sei a minha.

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Entendimentos locais – Um projecto de futuro

Dezembro 28, 2007 · Deixe um comentário

No âmbito de um recente post colocado pelo autor deste blog, Entendimento à mesa, recordei alguns pensamentos pessoais, já antigos. Todos sabemos, e não adianta escamotear este facto, que o relacionamento entre instituições do poder local neste concelho não é fácil. As dificuldades são inúmeras e nem sempre se consegue convencer quem decide, vai-se lá saber porquê.

No sentido de tentar aguçar um pouco o apetite para a discussão da Agenda 21 Local, a que todos os Junqueirenses irão ser convidados a participar, apresento um aspecto que acho ser fundamental para o futuro das freguesias próximas da Junqueira.

Geograficamente, a Junqueira localiza-se numa zona central e de ligação a outros concelhos e freguesias mais do interior do concelho. A Junqueira é circundada por dois rios (Ave e Este) e pelo Monte da Cividade. Se um dos países do norte da Europa tivesse mais algum local com estas características, certamente já o teria rentabilizado. Olhemos para a margem norte do Rio Este em Touguinhó. Deixo desde já os meus sinceros parabéns a todos aqueles que tem vindo a beneficiar esta zona. É com enorme satisfação que se pode passear junto ao Rio.

Porque não fazermos o mesmo na Junqueira?

Será que os proprietários não estarão receptivos a isto. Acho que um projecto bem realizado iria beneficiar certamente as suas propriedades. Vejamos o exemplo do percurso pedestre de S. Pedro de Rates.

Imaginem o que é reestruturar o Monte da Cividade, com percurso pedestres uma pista de bicicletas, bebedouros e locais de descanso, e fazer a ligação por Casal Pedro pela bela zona de Carvalhos (que poucos devem conhecer), reformular a estalagem das pulgas como ponto de paragem dos Caminhos de Santiago, reabilitar a margem Sul do Rio Este entre a Garrida e o Barros/Arcos, assim com a marginal do Rio Ave entre a Espinheira e Touguinhó. Que fantástico que ficaria.

De acordo com as ultimas indicações, as Obras do Mosteiro irão arrancar e trarão consigo Turismo e Turistas. Acho que é o momento de darmos o “Salto”. Não adianta discutir nos cafés o que foi e o que é mas sim pensar no futuro. Vejo muita gente a falar, mas não mexe uma “palheira” pelos outros. Já chega de pensar no impossível e em promessas passadas. Assim não! Essas nunca irão ser cumpridas. Espero estar engano, mas não acredito em algumas delas.

Só com um acordo comum entre os governantes locais (refiro juntas de freguesias vizinhas) é que um projecto convincente poderá ser defendido numa reunião de Câmara. Não acredito que alguém consiga dizer que não a um projecto destes. Podem invocar falta de dinheiros. Mas isso é o mais fácil para dizer que não. Se o projecto for sustentável não é preciso andar a mendigar as esmolas.

Apelo a que em 2008 se juntem em prol do desenvolvimento sustentável e que permita uma boa qualidade de vida à populações. Sem trabalho nada se consegue. O que aconteceu ao orgulho Junqueirense? Já chega de olhar para o próprio umbigo e fazer algo pelos outros e não falar para o ar só porque é Natal.

Votos de um 2008 cheio de sucessos pessoais, profissionais e muita saúde para todos. Abraços…

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Esquecimento ou pequenez?

Dezembro 11, 2007 · Deixe um comentário

Foi com enorme admiração que tomei conhecimento de uma situação insólita nesta freguesia. Quero com esta minha opinião demonstrar aquilo que à muitos anos de me debato e continuo sem perceber, que é a relação da autarquia com esta freguesia.

No seguimento de um ultimo post colocado neste blog sobre os milhões de euros disponíveis para a reabilitação ribeirinha de Vila do Conde e sobre os quais me questionei sobre a sua aplicação, apresento um pequeno acontecimento que julgo ser insólito.

Nas últimas obras realizadas na Rua Santo Agostinho, que julgo ser da responsabilidade da autarquia e não da Junta de Freguesia, deparei-me com a colocação de novos colectores de águas pluviais, uma vez que o de saneamento já existia nesta rua. Finalmente uma boa noticia, parece que é desta que vão arrancar as infra-estruturas básicas!

Que eu saiba, é normal colocar-se em arruamentos urbanos de zonas consolidadas e com habitações permanentes, sarjetas na berma da rua. Mas onde foram parar estas sarjetas? Será que alguém se esqueceu? Onde estava a fiscalização municipal e o acompanhamento de obras, ou faltou o dinheiro? Dinheiro não deve ser o problema, porque o mais importante é a qualidade de vida de população, especialmente a das crianças que todos os dias passam nesta rua em direcção ao infantário. Ainda mais, que esta rua se debate com alguns problemas de salubridade que devido a descargas ilegais de lavagens de tanques e até mesmo “sangue da matança do porco” são descarregadas para a via publica. Mas afinal o que é isto? Não percebo!!!

Apelo ao Sr. Presidente da Câmara Municipal, que faça o favor de ver o que se passa com os seus técnicos ou com as suas escolhas de obras, porque onde está a qualidade de vida da Junqueira que tanto apregoa para impedir determinadas situações?

É preciso termos atenção às decisões que se tomam, não só em alturas de eleições, mas também durante os 4 anos de mandato. Quero acreditar que foi tudo um mal entendimento e que a situação será resolvida. Qualquer dia… A ver vamos uma vez mais…

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Os sistemas de posicionamento GPS / GALILEO / GLONASS

Dezembro 6, 2007 · Deixe um comentário

Na área das novas tecnologias, a União Europeia aprovou no passado dia 29 de Novembro de 2007 o financiamento de 2,7 mil milhões de euros, retirados do orçamento comunitário entre 2007 e 2013 para o programa espacial de posicionamento, GALILEO.

GALILEO é o programa europeu de radionavegação e de posicionamento por satélite. Lançado pela Comissão Europeia e desenvolvido conjuntamente com a Agência Espacial Europeia, o programa GALILEO dota a União Europeia (UE) de uma tecnologia independente em relação ao GPS americano e ao GLONASS russo.

O Galileo será composto por um conjunto de 30 satélites de 675 quilogramas, colocados em órbita a cerca de 23.000 quilómetros acima da Terra, e, se tudo correr conforme o esperado, deverá estar operacional em 2012.

Actualmente a palavra GPS anda nas “bocas do mundo”, especialmente nesta época natalícia. Todos querem ter um GPS no carro e conhecer os caminhos para um determinado destino. Mas os sistemas GPS, GLONASS e GALILEU são muito mais do que isso. Actualmente são uma fonte privilegiada de informação espacial, para serem utilizados em situação de emergência, protecção florestal, controlo de tráfego aéreo e naval, sistema de informação locais, etc. É uma das inovações cujas aplicações tendem a tirar o melhor partido do nosso planeta terra. Agora podemos aventurarmo-nos pelos caminhos mais tortuosos e mais belos no nosso Portugal, Europa ou Mundo, sem termos a preocupação de nos perdermos. É efectivamente uma das melhores invenções de sempre do homem.

Actualmente encontra-se em formação o sistema GNSS que é a junção dos três sistemas num único sistema integrado.

Mais informação nos links:

http://europa.eu/scadplus/leg/pt/lvb/l24205.htm

http://www.gps.gov/

http://ec.europa.eu/dgs/energy_transport/galileo/index_en.htm

http://www.glonass-ianc.rsa.ru/pls/htmldb/f?p=202:1:5983699025597532643::NO

Junqueira, 3 de Dezembro de 2007

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